Olhe aí
essa paisagem
a invadir sua retina
Olhe a rotina
que é recompor
a postura
Olhe a doçura
que é o pôr do sol,
que não perde
o encanto
e nem se cansa de
ser igual
Todo dia em ponto
é aquele mesmo
pôr do sol
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
Olhe aí
essa paisagem
a invadir sua retina
Olhe a rotina
que é recompor
a postura
Olhe a doçura
que é o pôr do sol,
que não perde
o encanto
e nem se cansa de
ser igual
Todo dia em ponto
é aquele mesmo
pôr do sol
Meu pensamento
em vou ser
Nada de
saúde ou doença,
tristeza ou alegria
eu e vou ser
para sempre
até que a morte
me repare
Vai, idade!
Único jeito matemático
de me definir
Vai, idade!
Durante o ano inteiro,
eu em ti me vi
O teu problema
é que quando vens,
eu já te vivi
Vai, idade!
De ti não tenho como
desviar
Quanto mais
te tenho,
menos gostaria
de ter
Foste a minha festa,
o bolo, o presente, o abraço
a alegria da maioridade,
Mas não venha se vestir
da ilusão da melhor idade
Vai, idade!
quanto mais
te vejo em mim,
mais me vejo velho
Vai, idade!
sei que estás à espreita,
rondando o meu futuro,
minha pele,
minha memória,
meu espelho!
Vai, idade!
Ainda que me enganem
com um:
- tantos anos? Nem parece!
Vai, idade
e me esquece!
Embora eu saiba
que somente quando
eu for, isso acontece.
me esquece
Versos me arrepiaram
os cabelos,
reverberaram nas
paredes da memória
e esvoaçaram gritando
nas cavernas da imaginação
Mas antes de pousar
na folha do papel,
foram embora com o vento
Eram versos,
mas não queriam
ser escritos,
nem ser lidos
Quem sabe,
experimentados
apenas,
como um trago,
uma porção,
um gole
E se o caos
levar ao cais?
E se depois do mar
revolto,
a vida ficar sã?
Pode ser que
a noite em claro
não tenha sido vã
O caos, esse
meu lugar comum,
não pariu estrela alguma
mas também
desgosto
trouxe nenhum
Um tumulto interno
para anular a tentação
do atalho
que tudo adia
legitimou a tese
de que quem
ainda que não ame
ou não seja amado
também não odeia
Seria um passo
pra não ser odiado?
O caos não pariu
estrela alguma
mas gerou uma
improvável paz
não resolveu
teorema,
mas afastou
qualquer tipo de algema
e tudo de ruim que há
no mundo derreteu
de uma vez
ao calor do sol,
à luz do só
Eis que ser
é o que há
para dar
cor ao tempo,
viver o tempo
da dor
e deixar
a dor passar
Eis que ser
é o que há,
ter o que viver,
estar pronto para
o riso e o chorar,
pra dar um fim
a quase tudo
e do nada
recomeçar
Eis que ser
é o que há