Já no início de cada verso,
a catarse é do poeta a obsessão
sem direito a ser covarde,
ele sabe que lavar a alma
não combina com lavar as mãos
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
Já no início de cada verso,
a catarse é do poeta a obsessão
sem direito a ser covarde,
ele sabe que lavar a alma
não combina com lavar as mãos
Tudo ficou mais claro
quando a noite escureceu;
é que na esquina, um fato raro,
meu olhar cruzou com o seu.
Foi pro samba, porque
tem samba no pé
Pernas, pra te quero?
É pra correr
O protesto foi pro show de rock
e foi pro samba
quem tem samba no pé
Você me dá o seu coração?
Tome, tá na mão
Pra conseguir
tem que saber o que quer
E quem se conhece
sabe o que é
Se você diz que algo
vai fazer
ou que alguém você vai ser
basta dizer e já é
Se existe rota é para percorrer
E rumo pra não se perder
Bússola pra nortear
E olho pra gente ver
mas com o vento
vou pra qualquer lugar
Quem quer amar vai sofrer
Para voar tem que decolar
Pra recitar tem que decorar
Pra compreender é preciso ouvir
E pra cantar que nem passarinho
tem que bater asas
porque quem canta voa
porque quem voa quem sonha
E no salão,
solidão num canto
saudade no outro
Vida e morte
se entrelaçavam num tango argentino
Aí está o escritor
em busca da meta:
encontrar o verso
soft e esticado,
tão soft ao ponto
de flutuar ao vento
tão esticado
ao ponto de abrigar
os caprichos do estilo
e divagações do pensamento.
Quem inventou a calçada
não imaginou
raízes fincadas no chão
para sustentar a sombra em dias de muito sol
Quem esticou fios elétricos
sobre as ruas
não planejou galhos e folhas
dando proteção
Falha de projeto,
erro de previsão
O corpo não combina com o rosto
e ao contemplar o todo,
o olhar se perde no resto.
O título não tem nada a ver com o texto;
e a textura não corresponde ao gosto;
nem a fruta
é igual às outras do cesto.
O olhar
que procurava achou
O que foi achado
se deixou achar
porque também procurava
o olhar que o achou,
mas isso, ele nunca revelou.