Na escuridão,
moram luzes;
no largo riso,
ou no choro raso,
sentimentos profundos;
em alguns fins,
recomeçam mundos;
há minutos que
nunca acabam
e uma vida inteira
que passa em segundos
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
Na escuridão,
moram luzes;
no largo riso,
ou no choro raso,
sentimentos profundos;
em alguns fins,
recomeçam mundos;
há minutos que
nunca acabam
e uma vida inteira
que passa em segundos
Eu rio
tu nuvens
de repente,
a chuva
te traz
e eu te levo,
amor,
pra foz,
pra ver
o mar
que a gente fez
Leio em mim e esquivo
de ler o que em mim escrevo
Vou ler em mim
o que comigo me pareço
Não tá escrito
o tanto que de mim me esqueço
E sempre que acontece,
eu me faço de livro aberto
E antes que o tempo feche
eu me feio em lindo
e me leio em minski
O perfume do Rosa
se espalha nos gerais
e nas veredas
Do alto do buriti,
grita o passarim:
fique livre
pra ser tão
Riobaldo
quanto Diadorim
Não veio o fim do mundo
e sem o dia tão temido,
foi em vão todo o medo
E agora, eu aqui,
sem saber o que fazer
com essa inesperada
coragem
Antes fosse o peso da pena
apenas o fardo
de sustentar com o ombro
a asa
antes do começo do voo
Antes durasse o peso
da pena
apenas o tempo
que a pena leva para
rabiscar uma palavra
Em que pesem
a liberdade e
o risco de errar,
antes fosse leve todo erro
e qualquer erro valesse
o peso da pena
e a pena, ao ser paga,
apagasse o peso do erro