Fez contra si
o crime perfeito:
decidiu fingir
deixou de ser
apenas pra ser aceito
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
Caixa de isopor,
friozinho no palito,
feito de gelo e sabor
- Ah ê o picolé!
Ecoa pelas ruas
o grito do vendedor:
É joia vender,
obrigatório comprar
A memória
não derreteu
o doce
que tem cheiro
do sol quente
calor e frescor,
tudo ao mesmo tempo,
são dessa lembrança
os ingredientes
Na escuridão,
moram luzes;
no largo riso,
ou no choro raso,
sentimentos profundos;
em alguns fins,
recomeçam mundos;
há minutos que
nunca acabam
e uma vida inteira
que passa em segundos
Eu rio
tu nuvens
de repente,
a chuva
te traz
e eu te levo,
amor,
pra foz,
pra ver
o mar
que a gente fez
Leio em mim e esquivo
de ler o que em mim escrevo
Vou ler em mim
o que comigo me pareço
Não tá escrito
o tanto que de mim me esqueço
E sempre que acontece,
eu me faço de livro aberto
E antes que o tempo feche
eu me feio em lindo
e me leio em minski
O perfume do Rosa
se espalha nos gerais
e nas veredas
Do alto do buriti,
Manuelzin-da-croa
grita assim:
nesse rio,
nessa canoa,
cabe ser tão
Riobaldo
quanto Diadorim