Buscou conhecimento
encontrou angústia
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
Por educação,
levar a sério o ditado:
quando um burro fala,
o outro murcha a orelha
Como macaco velho
não mete a mão na cumbuca,
estar sempre com a pulga atrás da orelha
e evitar passar o carro na frente dos bois
Quando a porca torce
o rabo
precisa escolher entre
virar uma onça
ou se fingir de égua
gato escaldado,
que tem medo de água quente,
detecta, de longe,
o risco que vem ainda
lá na frente
Disciplinado,
pra não ver a vaca ir pro brejo,
tem que matar um leão por dia
engolir sapos,
pra não perder emprego
e preservar a paz
Justo e leal,
dá um boi para não entrar
na briga
e uma boiada pra não sair,
se a causa valer a pena
Pra afrouxar o nó da garganta,
cospe marimbondos
E se não der resultado,
se ainda estiver sufocado,
solta os cachorros
e se sente libertado
Mas o que mais o anima
é sentir borboletas no estômago
Votei para o verso vir
e ficar
Ele veio
mas não ficou
Era um verso em
trânsito,
cumprindo o trâmite
e eu, em transe,
a esperar
uma semente
que eu pudesse plantar
Não é que tenha
sido um veto,
mas é que o verso
é um vento,
sem interesse
de fazer brotar
Depois, que eu possa dizer:
- era um sonho que eu tinha
Durante, que eu perceba:
- que sorte a minha!
E toda vez que eu me perder:
- ganhei meu dia!
Antes pelo contrário
Depois pelo precoce
no meio, o retardatário
Foi morto o choro do
enterro
no dia do inventário
Há erro que não morre
e sempre faz aniversário