quarta-feira, 8 de abril de 2020

Não é óbvio

Se eu sei o que pensar?
Às vezes, nem penso.
Noutras, pra cada pergunta feita,
vem uma responta pronta,
que eu, prontamente,
dispenso.

Pagando pra ver

Ainda que eu morra
se não me quiseres;
ou que eu corra,
se me expulsares;
sabes o que vim fazer aqui?
Viver.
Soube que aqui estavas:
vim ver.

domingo, 29 de março de 2020

De carona com o vírus


Nada nos pertence.
Átomos frágeis,
molengas moléculas,

Vírus contagiantes,
estamos viralizados
e no outro, provoco
o que sou ou desejo.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Haicai do oceano


Haveria oceano
sem o suicídio dos rios
que se jogam no mar?

Poema improvável sobre a amizade

Amizade não
tem preço,
mas decepção
tem peso

A falsidade de uns
doi mais
que a de outros

Tristeza, quando
se aloja no peito
é sempre a maior
de todos os tempos

Rio de dor

É preciso aprender a nadar
contra a corrente,
porque o rio raso da dor
vai  lento,
mas sempre em frente
dentro do peito.

e quem estiver junto
vai cumprir com o leito,
o caminho traçado
desde a nascente.

As águas descem,
sem resolver este impasse:
ao se jogar,
o rio tragicamente morre
ou apenas se transforma
no mar que de repente nasce?


sábado, 18 de janeiro de 2020

A dúvida da lágrima

A lágrima pinga no peito,
escorre e evapora.
Vai embora, 
sem esperar pra ver o efeito:
se ela dilui o que doi
ou se rega a dor
que a fez brotar tão densa daquele jeito. 

Quem sou eu

Minha foto
Na rádio, sou o narrador de futebol, Carlos Augusto. Na TV, sou o repórter e apresentador Carlos Albuquerque. Aqui, neste blog, pretendo resolver essa "crise de identidade" e juntar os dois "Carlos"! Mas, no fundo, sou aprendiz, eternamente aprendiz! Sou filho da terra, de todas as terras que formam o planeta, de todas as substâncias que formam o universo. Sou irmão de todos os seres. Sou o pai da Luíza.