Quem é de sol
viaja
na luz laranja
do horizonte
ou no ofuscante
holofote da memória
quem é de fogo
brilha,
chama
e esquenta
e entende a linguagem
da fumaça que vem
de qualquer tribo
quem é de lua
a gente tem de adivinhar
o dia de estar tudo bem
quem é de ar
voa mil léguas
quem é de mar
anda nas águas
dispensa a paz das tréguas
mas sempre acha
que é cedo
para encarar a paz eterna
quem é de terra
sabe onde os túneis vão dar
e suga o bem pela raiz
quem voa pelo mundo
conhece os campos de pouso
decola pra ir de flor em flor
adivinha quando
alguém vai embora
e compreende as voltas
que todo mundo dá
quem é de agora
vai se dar conta
num lugar tal
num tempo natural
de aprender a não ter pressa
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
segunda-feira, 21 de março de 2011
Oportunismos
Quando o sol
mergulha,
o tarde ferve
e o mar serve
um copo de sonrisal
para brindar a noite
Quando a lua
bate nos olhos,
uma estrela
pousa
no céu do seu rosto
quando a chuva
vem mansa,
chamo minha filha
e a gente dança na rua
tive essa ideia
ao ver um dia
o vento assoviar
para a árvore
e tirar uma folha pra bailar.
mergulha,
o tarde ferve
e o mar serve
um copo de sonrisal
para brindar a noite
Quando a lua
bate nos olhos,
uma estrela
pousa
no céu do seu rosto
quando a chuva
vem mansa,
chamo minha filha
e a gente dança na rua
tive essa ideia
ao ver um dia
o vento assoviar
para a árvore
e tirar uma folha pra bailar.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Fui
Fui lá fora
olhar as nuvens
Elas ainda
estavam
Fui às fotos
olhar os
jovens
éramos
vários retratos
num só
fui aos fatos
procurar
sentido
fui aos
sentidos
procurar encontros
olhar as nuvens
Elas ainda
estavam
Fui às fotos
olhar os
jovens
éramos
vários retratos
num só
fui aos fatos
procurar
sentido
fui aos
sentidos
procurar encontros
domingo, 16 de janeiro de 2011
Papéis de registros
O diário
não conta a história
do dia inteiro
O sonho
não é a imagem
completa
da noite
no por-do-sol,
cabe sim
toda a tarde
com seus suspiros,
cansaços
e descanso
A agenda
marca a hora
para respirar fundo
para me dar conta
do raso
do riso
das quedas de humor
das revoltas do mar
das reviravoltas
do que ainda vem
e do que não adianta
mais esperar
não conta a história
do dia inteiro
O sonho
não é a imagem
completa
da noite
no por-do-sol,
cabe sim
toda a tarde
com seus suspiros,
cansaços
e descanso
A agenda
marca a hora
para respirar fundo
para me dar conta
do raso
do riso
das quedas de humor
das revoltas do mar
das reviravoltas
do que ainda vem
e do que não adianta
mais esperar
sábado, 15 de janeiro de 2011
O caminho na pedra
No meio da pedra
havia um caminho
brotava um rio
de dentro da pedra
por fora da pedra
havia um risco
quase um desenho
e traços
feitos pela água
nas costas da pedra
figuras trabalhadas
em milhões de anos
pela paciência da água
a pedra
era a mãe do rio
e tinha uma beleza
filha do esmero
do fio d'água
no peito da pedra
havia um corte,
ferimento feito por um raio
disparado à queima-roupa
um dia
o poeta achou
a pedra
no meio do caminho
a pedra
o rio
o caminho
o raio
o traço
o corte
o desenho
a poesia
tudo
é risco
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Água doida
Estou
nordeste
de sede
mas
suporto
bem o calor
nem me
queimo
na chama trêmula
de ultrapassadas ideias
é apenas uma
vela esquecida
não é fogo grande
não me
afogo
nesse jogo
porque
não é um
vale de lágrimas
é só um
córrego
formado
pelo leite derramado
meu coração
às vezes
sabe de tudo
noutras vezes
nada
nada
e ele sim
morre afogado
num copo
d'água
ao lado da dentadura
da velha paixão caduca
estou um deserto
de ideias
mas nada que impeça
o esboço
de uma poesia maluca.
nordeste
de sede
mas
suporto
bem o calor
nem me
queimo
na chama trêmula
de ultrapassadas ideias
é apenas uma
vela esquecida
não é fogo grande
não me
afogo
nesse jogo
porque
não é um
vale de lágrimas
é só um
córrego
formado
pelo leite derramado
meu coração
às vezes
sabe de tudo
noutras vezes
nada
nada
e ele sim
morre afogado
num copo
d'água
ao lado da dentadura
da velha paixão caduca
estou um deserto
de ideias
mas nada que impeça
o esboço
de uma poesia maluca.
Democrata/GV no Rio
O Democrata fez, hoje,
o segundo amistoso
no Rio de Janeiro.
Perdeu de 4 a 3
do Madureira.
Mas, hoje,
a Pantera jogou
com a escalação
de jogadores reservas.
Chegou a estar
à frente no placar:
2 a 1.
Mas, ainda
no primeiro tempo,
tomou a virada.
No segundo tempo,
empatou o jogo.
Mas, já no finzinho,
tomou o quarto gol.
Laio,
Glaydson
e Amílton
fizeram os gols do Democrata.
Domingo, o
último amistoso
no Ri0:
no Engenhão,
contra o Botafogo.
o segundo amistoso
no Rio de Janeiro.
Perdeu de 4 a 3
do Madureira.
Mas, hoje,
a Pantera jogou
com a escalação
de jogadores reservas.
Chegou a estar
à frente no placar:
2 a 1.
Mas, ainda
no primeiro tempo,
tomou a virada.
No segundo tempo,
empatou o jogo.
Mas, já no finzinho,
tomou o quarto gol.
Laio,
Glaydson
e Amílton
fizeram os gols do Democrata.
Domingo, o
último amistoso
no Ri0:
no Engenhão,
contra o Botafogo.
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Quem sou eu
- Carlos Augusto de Albuquerque
- Na rádio, sou o narrador de futebol, Carlos Augusto. Na TV, sou o repórter e apresentador Carlos Albuquerque. Aqui, neste blog, pretendo resolver essa "crise de identidade" e juntar os dois "Carlos"! Mas, no fundo, sou aprendiz, eternamente aprendiz! Sou filho da terra, de todas as terras que formam o planeta, de todas as substâncias que formam o universo. Sou irmão de todos os seres. Sou o pai da Luíza.