O perdão
está a caminho
sinto
desafogar
o coração
já posso
parar
e tomar uma
água
o perdão
vem direto
da fonte
eu peço
todo dia
toda hora
mesmo quando
não oro.
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
domingo, 23 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Abstrato/Concreto
O último
verso
chega ao
fim
e o poeta
cai
na tentação
de se perguntar:
a qual
escola literária
pertence
minha obra?
Qual é o
meu estilo?
Entre a técnica
e a inspiração
ele se perdeu.
Mas, para que
tanta preocupação,
se até mesmo
a poesia
concreta
é pura abstração.
verso
chega ao
fim
e o poeta
cai
na tentação
de se perguntar:
a qual
escola literária
pertence
minha obra?
Qual é o
meu estilo?
Entre a técnica
e a inspiração
ele se perdeu.
Mas, para que
tanta preocupação,
se até mesmo
a poesia
concreta
é pura abstração.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Desengasgo
Palavras
vagam
pelo quarto
e batem,
desgovernadas,
nas paredes da boca.
Que céu,
que nada.
Elas infernizam
o pensamento,
interrompem
meditações.
Não se
conformam,
enquanto não
são ditas,
escritas,
pichadas,
gritadas,
mesmo que
pouco tempo
depois,
sejam deixadas
num canto,
esquecidas.
Mas,
não importa.
Humilhante
para uma palavra
é morrer, sem ter nascido,
sem mostrar a cara,
asfixiada,
engolida,
como se fosse saliva.
Palavra
tem de sair
do corpo
que a abriga.
Nem precisa
conhecer a fama,
basta um sopro,
um segundo
de vida.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Dia do goleiro
No pedaço, onde eles ficam,
na pequena área,
dizem:
nem nasce grama.
Ou se nasce,
não sobrevive
por muito tempo.
Também dizem:
pior escolha
do que a posição de
goleiro,
só a de árbitro.
O goleiro é
a antítese do momento
mais importante do
futebol.
O goleiro existe
para impedir
esse instante mágico,
em que os corações
dos torcedores disparam.
O goleiro só veio ao
mundo,
com uma missão:
impedir o gol.
Mas, há goleiros
que se esmeram tanto
que fazem parecer um gol
a defesa espetacular de um gol.
E acabam tendo o nome gritado
no estádio,
honraria geralmente
reservada aos artilheiros.
Há goleiros que voam,
"fazem pontes",
esticam-se,
"vão ao terceiro andar",
"mergulham" no pé do atacante.
Há goleiros que
se transformam em
"muralhas" instransponíveis,
"fecham" gol,
são"paredes".
Entre os maiores goleiros
que vi jogar estão
Taffarel,
Dida,
Raul,
João Leite,
Júlio César.
Entre os que não vi
jogar,
há aqueles que são
lembrados por quem viu:
Manga,
Gilmar,
Ortiz,
Juvenal
e
Rodolfo Brandão,
que brilharam no
Democrata de Governador Valadares
e Sílvio,
que hoje,
dedica-se a treinar
os goleiros da Pantera.
na pequena área,
dizem:
nem nasce grama.
Ou se nasce,
não sobrevive
por muito tempo.
Também dizem:
pior escolha
do que a posição de
goleiro,
só a de árbitro.
O goleiro é
a antítese do momento
mais importante do
futebol.
O goleiro existe
para impedir
esse instante mágico,
em que os corações
dos torcedores disparam.
O goleiro só veio ao
mundo,
com uma missão:
impedir o gol.
Mas, há goleiros
que se esmeram tanto
que fazem parecer um gol
a defesa espetacular de um gol.
E acabam tendo o nome gritado
no estádio,
honraria geralmente
reservada aos artilheiros.
Há goleiros que voam,
"fazem pontes",
esticam-se,
"vão ao terceiro andar",
"mergulham" no pé do atacante.
Há goleiros que
se transformam em
"muralhas" instransponíveis,
"fecham" gol,
são"paredes".
Entre os maiores goleiros
que vi jogar estão
Taffarel,
Dida,
Raul,
João Leite,
Júlio César.
Entre os que não vi
jogar,
há aqueles que são
lembrados por quem viu:
Manga,
Gilmar,
Ortiz,
Juvenal
e
Rodolfo Brandão,
que brilharam no
Democrata de Governador Valadares
e Sílvio,
que hoje,
dedica-se a treinar
os goleiros da Pantera.
domingo, 25 de abril de 2010
Problema moderno
Sei que pode
haver questões
mais sérias
a ser resolvidas
mas uma dúvida,
há muito me
angustia:
por que os blogs
não gostam de parágrafos?
Serei eu um purista,
ultrapassado
defensor
de regras gramaticais?
haver questões
mais sérias
a ser resolvidas
mas uma dúvida,
há muito me
angustia:
por que os blogs
não gostam de parágrafos?
Serei eu um purista,
ultrapassado
defensor
de regras gramaticais?
sábado, 24 de abril de 2010
Poeminha twitteiro
Sempre tive medo
de que alguém
quisesse
seguir minhas ideias
agora,
fico por aí,
tentando conquistar
seguidores
no twitter
sou ave
que gorjeia
aqui
trocando
notas breves
com aves de qualquer lugar
mas, não me sigam
se eu estiver voando
pois vivo
em constante
caos aéreo
sou biruta
que não entende
de
ventos
não me sigam
quando eu estiver
singrando
mares vermelhos
sou pássaro
que não tenho
o tempo certo
de bicar o peixe
quando ele aparece
não me sigam
enquanto
eu
enfrentar
algum
maremoto
não me sigam
nunca
muito
de perto
não sou esperto
mas às vezes,
arisco
não se preocupe
se eu me perder
no fundo
do meu
mar morto
é a única chance
que tenho
de ressurgir
não me sigam
se eu estiver
sangrando
não sejam testemunhas
da minha veia impoética
não me persigam
pois não tenho culpa
não me sigam
se eu estiver chegando
pois nem sempre sei
se era aquele mesmo
o destino
não me sigam,
quando eu estiver andando,
porque posso estar
cegando
cegando
e andando
para o que acontecer
não me sigam
nunca
porque eu
sempre
corro
risco
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Micro-conto
O menino armou um alçapão.
Entrou um canarinho.
Ficou preso.
E soltou um silvo.
O menino soltou um assovio
e soltou o pássaro.
Entrou um canarinho.
Ficou preso.
E soltou um silvo.
O menino soltou um assovio
e soltou o pássaro.
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Quem sou eu
- Carlos Augusto de Albuquerque
- Na rádio, sou o narrador de futebol, Carlos Augusto. Na TV, sou o repórter e apresentador Carlos Albuquerque. Aqui, neste blog, pretendo resolver essa "crise de identidade" e juntar os dois "Carlos"! Mas, no fundo, sou aprendiz, eternamente aprendiz! Sou filho da terra, de todas as terras que formam o planeta, de todas as substâncias que formam o universo. Sou irmão de todos os seres. Sou o pai da Luíza.