Poemas não são inocentes
Poemas nos escapam
Poemas nos espreitam
Poemas nos rejeitam
Poemas não estão
sempre presentes
quando a gente quer.
Poemas não são inocentes
Nenhum verso sequer.
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
Poemas não são inocentes
Poemas nos escapam
Poemas nos espreitam
Poemas nos rejeitam
Poemas não estão
sempre presentes
quando a gente quer.
Poemas não são inocentes
Nenhum verso sequer.
Quem é o poeta?
Este é o poeta:
perdido entre duas
estradas,
vagando por
estreitas veredas,
ele queima em labaredas
apagadas
Lunático sob
luas cinzas,
errático
sobre ruas zonzas...
Ele se deixa iludir
por milhões
de estrelas,
e se queixa
da pretensão de ´
números exatos
está sempre a
fugir da
da linha reta,
e a venerar a
Curva,
explora o monte
de onde enxerga
a chance de mudar o norte
de fugir da iminente
irremediável sorte
Eis o poeta.
Em busca
da fonte dos versos
enlouquecido
atrás de estrofes,
sufocado nos
escombros de
antigas paixões;
metido a
reinventar o mundo
esse mequetrefe
faz de tudo
pra ser tido
como um blefe.
O álcool,
naquela noite,
começou a
lhe abrir
uma
madrugada
de sol.
Quase uma
ameaça
de mostrar
um mundo real.
Melhor beber
água.
É mais natural.
Vem o tudo
com todo o peso
Chega o nada
e o seu desprezo
E ainda bem
que há outra
chance.
Mas, agora
é tudo ou nada,
sem nuance.
Por que o drama?
É a tal vida
que a gente ama:
esse romance!
Dor ou alegria,
ou seja lá
o que faça chorar;
há sempre um
mar de lágrimas,
onde as emoções
desaguar
Não sei se ando
um tanto quanto frio
Mas meu mar
de lágrimas
está quase vazio
É que hoje, choro
menos do que rio.
Não se afastar
da margem,
antes de compreender
a profundidade da imagem:
A correnteza do rio
se alimenta da beleza
de quem nele se vê
Não se iludir
com a calma da superfície
do espelho d'agua
que parece inocente
O rio que corta
sem sangrar a planície
é lâmina permanente.
Há quem se olhou
de cima
e no fundo se viu
E há quem no fundo
viu que somente
a chuva devolve água ao rio
E o espelho fluido
é outro mistério intermitente:
e se o que se vê agora,
já não foi embora,
levado pela água corrente?