Um único instante
pode não ser suficiente
Mas pode ser mais
que o bastante
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
Basta uma noite escura
Nenhum esforço nosso
e nasce a manhã.
Só não se sabe, moço,
viver sem o sabor
do prazer da filosofia vã
Perguntas que não
têm fim
e loucuras
que cabem
numa mente
suposta mente
sã.
O desenho que as nuvens formam:
um evento
A chegada do inverno,
que as folhas, ao cair,
informam:
evento.
Esse tempo,
que passa tão rápido,
esse dia que passa tão lento,
não importa.
É um evento.
Essa coisa que vai,
ansiedade
Essa coisa que volta,
memória
O evento
virou história.
Quando a poeira
bate no parabrisas,
quando a brisa
sopra o parapente,
quando o forte
enverga,
é que se enxerga
de repente
de onde a força vem
E as ondas do
pensamento,
formam até
sentimento.
As verdades
que invento
E tudo o que acontece,
o que se lembra e o que se esquece
É vento.
Começou
a chover
e eu,
preocupado,
quis saber
se tinha
pingado
na sala
ou
alagado a
cozinha.
Corri pro quarto,
de olho na
greta do telhado.
Cadê a goteira?
Nem uma
gotinha.
Ao que parece,
a telha
que estava solta
voltou pro lugar sozinha.
Certas manhãs
traziam em si
indícios
de que antigos caminhos
por onde eu andava
traziam pra mim
novos inícios
Quebre esse silêncio,
desarquive o grito
deixe escoar o choro
desburocratize o rito
deixe vir à tona
o que está no fundo
Depois, volte a ser
raso
E veja
se não é
o caso
de libertar velhas
palavras.
Relativize o
peso
Naturalize o modo leve
Democratize o riso.