Nasce sem título
cresce sem rimar o verso
morre de repente.
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
sábado, 23 de abril de 2016
sábado, 16 de abril de 2016
Pequena lenda marítima
Quando uma estrela cai do céu,
vira flor no jardim solar.
Mas, se alguém, lá de cima,
o alvo erra,
a estrela não cai na terra
e se torna estrela do mar.
vira flor no jardim solar.
Mas, se alguém, lá de cima,
o alvo erra,
a estrela não cai na terra
e se torna estrela do mar.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Versos ao vento
A ideia veio em disparada
e levantou poema da estrada.
Versos, de carona com a brisa,
entraram pela janela,
caíram no caderno.
Mas o vento não coube na página
e beijou cada canto da casa,
deixou meu pensamento imóvel
e do tapete aos móveis,
tudo empoemado.
e levantou poema da estrada.
Versos, de carona com a brisa,
entraram pela janela,
caíram no caderno.
Mas o vento não coube na página
e beijou cada canto da casa,
deixou meu pensamento imóvel
e do tapete aos móveis,
tudo empoemado.
domingo, 15 de novembro de 2015
sábado, 14 de novembro de 2015
Uma flor-peixe na lama
Um mar de lama invadiu o rio.
Um rio de lama invadiu os peixes.
Peixes cheios de lama invadiram
imagens e fotos,
viraram fósseis
e sem força, não prosseguiram a viagem
com o rio de lama,
que invadiu o oceano.
E o ser humano,
setenta por cento água no corpo,
ficou com os dias secos,
enquanto nasciam córregos
nos olhos.
E agora?
Como vou irrigar o peito?
Só há um jeito:
é eu me tornar
cem por cento rio.
Fazer do barro
uma estância.
E ver brotar no meio da lama
de morte,
o resultado de um enxerto estranho:
meio flor, meio peixe.
E debaixo do sol quente,
no coração trincado,
vai correr um fiozinho:
meio sangue, meio esperança enlamaçada.
Que no fim, vai virar água:
fria, doce,
Um rio de lama invadiu os peixes.
Peixes cheios de lama invadiram
imagens e fotos,
viraram fósseis
e sem força, não prosseguiram a viagem
com o rio de lama,
que invadiu o oceano.
E o ser humano,
setenta por cento água no corpo,
ficou com os dias secos,
enquanto nasciam córregos
nos olhos.
E agora?
Como vou irrigar o peito?
Só há um jeito:
é eu me tornar
cem por cento rio.
Fazer do barro
uma estância.
E ver brotar no meio da lama
de morte,
o resultado de um enxerto estranho:
meio flor, meio peixe.
E debaixo do sol quente,
no coração trincado,
vai correr um fiozinho:
meio sangue, meio esperança enlamaçada.
Que no fim, vai virar água:
fria, doce,
nossa alma de novo inteira,
tratada.
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Quem sou eu
- Carlos Augusto de Albuquerque
- Na rádio, sou o narrador de futebol, Carlos Augusto. Na TV, sou o repórter e apresentador Carlos Albuquerque. Aqui, neste blog, pretendo resolver essa "crise de identidade" e juntar os dois "Carlos"! Mas, no fundo, sou aprendiz, eternamente aprendiz! Sou filho da terra, de todas as terras que formam o planeta, de todas as substâncias que formam o universo. Sou irmão de todos os seres. Sou o pai da Luíza.