- Parto.
- Se for verbo,
eu lhe peço pra ficar
ou que vá pra perto.
E volte.
- Parto.
- É substantivo?
Se for, chore.
E prove que está vivo.
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
sábado, 16 de agosto de 2014
Porto inseguro
Se o longe não é garantia de nada
O perto nem é sequer seguro.
Se hoje, o porto é partida,
amanhã é ancoradouro.
Quando parto no presente,
a saudade já foi antes, à frente,
e me espera no futuro.
O perto nem é sequer seguro.
Se hoje, o porto é partida,
amanhã é ancoradouro.
Quando parto no presente,
a saudade já foi antes, à frente,
e me espera no futuro.
sábado, 2 de agosto de 2014
Verbos de ligar distâncias
A pessoa que eu sou
nem sempre está.
A pessoa que estou
de vez em quando não é.
É aí que o verbo ser,
passa a sujeito ser.
Mas, no peito
às vezes nada é
e ninguém está.
E onde eu estava
quando o verbo na estrada
já não ligava mais nada?
Ser muitas vezes dói.
por causa das tarefas de herói.
Mas, o ser sobrevive
pelos super poderes que tem
de ser o que quiser
e super estar onde puder ser
nem sempre está.
A pessoa que estou
de vez em quando não é.
É aí que o verbo ser,
passa a sujeito ser.
Mas, no peito
às vezes nada é
e ninguém está.
E onde eu estava
quando o verbo na estrada
já não ligava mais nada?
Ser muitas vezes dói.
por causa das tarefas de herói.
Mas, o ser sobrevive
pelos super poderes que tem
de ser o que quiser
e super estar onde puder ser
e super ser onde puder estar
Verdade?
- Mente?
- Não, coração..
- Não mente
não, coração!
não, coração!
- Mas, coração não
mente.
mente.
Coração.
Não mente.
Não mente.
- Coração?
Não,
mente.
Não,
mente.
Mente é mente.
Coração desmente.
Coração desmente.
Mas, mente é coração.
E coração é mente.
E coração é mente.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Solidão e Liberdade
O ruim de ser livre
é ficar muito tempo só
O bom de ser só
é estar o tempo todo livre.
é ficar muito tempo só
O bom de ser só
é estar o tempo todo livre.
domingo, 6 de abril de 2014
Chuva e sol
Carlos Augusto de Albuquerque
O barulho no telhado,
a canção no chuveiro.
Sol subindo pelas paredes,
sol descendo pelo ralo.
Um raio se arrebenta no terreiro.
A gente se embriaga
de uma mistura de luz e água.
Dentro do ser em si,
a doença da melodia enloucurada,
trilha sonora do encontro
entre o pacificador e o guerreiro:
é sol pra todo lado
e chuva no mundo inteiro.
Carlos Augusto de Albuquerque
O barulho no telhado,
a canção no chuveiro.
Sol subindo pelas paredes,
sol descendo pelo ralo.
Um raio se arrebenta no terreiro.
A gente se embriaga
de uma mistura de luz e água.
Dentro do ser em si,
a doença da melodia enloucurada,
trilha sonora do encontro
entre o pacificador e o guerreiro:
é sol pra todo lado
e chuva no mundo inteiro.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Sem palavras
Considerava-se auto-suficiente
Mantinha o olhar quase seco,
auto-limpante.
A boca era um traço,
uma reta que se esticava em caso
de esboço de sorriso.
Mas, mesmo sem nem uma palavra,
todo aquele silêncio permanente
era um inflamado discurso em alto-falante.
Mantinha o olhar quase seco,
auto-limpante.
A boca era um traço,
uma reta que se esticava em caso
de esboço de sorriso.
Mas, mesmo sem nem uma palavra,
todo aquele silêncio permanente
era um inflamado discurso em alto-falante.
Assinar:
Postagens (Atom)
Quem sou eu
- Carlos Augusto de Albuquerque
- Na rádio, sou o narrador de futebol, Carlos Augusto. Na TV, sou o repórter e apresentador Carlos Albuquerque. Aqui, neste blog, pretendo resolver essa "crise de identidade" e juntar os dois "Carlos"! Mas, no fundo, sou aprendiz, eternamente aprendiz! Sou filho da terra, de todas as terras que formam o planeta, de todas as substâncias que formam o universo. Sou irmão de todos os seres. Sou o pai da Luíza.