Em meio às luzes
de Natal,
começou a revelação
da brincadeira do amigo oculto.
Depois que cada um
entregou e recebeu o presente,
ele respirou fundo:
estava pronto para o
que ia começar:
chegara o momento
da troca de olhar.
O coração virou um porto seco.
Sem navios, sem mar,
sem graça.
Nada a exportar.
E a quem importa
se não há mais quem esperar?
Estava quase aprendendo a andar,
e de repente não via mais o chão.
Estava quase aprendendo a voar,
mas faltava ar.
Um aperto no peito
e não era abraço.
sem graça.
Nada a exportar.
E a quem importa
se não há mais quem esperar?
Estava quase aprendendo a andar,
e de repente não via mais o chão.
Estava quase aprendendo a voar,
mas faltava ar.
Um aperto no peito
e não era abraço.
