Postar poemas,
poemar postagens,
apostar nos números,
enumerar mensagens.
Namorar as letras,
reformular as imagens,
descolorir as palavras,
desbotar as frases.
Abreviar os pronomes,
porque a vida é breve,
e o navegador é pesado.
Só o navegante é lento
e não desiste de procurar
a poesia perdida
Vasculha o blog, o sítio de buscas,
joga a rede no mar,
joga a sede no dedo
e bebe o barulho das teclas.
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
terça-feira, 30 de abril de 2013
Paraíso em chamas
Amar é o céu?
Mas, então o que é todo esse
calor no meu peito?
Se no paraíso,
o coração se derrete,
o estômago arde
e a cabeça está em chamas,
o que vai acontecer
se vier o inferno da desilusão?
Mas, então o que é todo esse
calor no meu peito?
Se no paraíso,
o coração se derrete,
o estômago arde
e a cabeça está em chamas,
o que vai acontecer
se vier o inferno da desilusão?
sábado, 16 de março de 2013
Do Além
Do Além
A voz não saía;
vazava.
A vez não vinha:
passava.
O vento nada dizia:
apenas soprava.
A chuva, não.
trazia recado.
Mas, ninguém sabia
o que era
se mensagem de alerta,
de esperança
ou de medo
Ninguém saberá:
A terra bebeu
esse segredo.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Frase da faixa
Justiça e liberdade
liberdade e justiça
não necessariamente nessa ordem
ou em ordem alguma
Justiça e liberdade
na falta ou apesar do progresso
liberdade e justiça
não necessariamente nessa ordem
ou em ordem alguma
Justiça e liberdade
na falta ou apesar do progresso
ainda que na desordem
Liberdade e justiça
na faixa branca da bandeira
no desbotado verde
Liberdade e justiça
na faixa branca da bandeira
no desbotado verde
que descobre a pátria inteira
Justiça e liberdade
salpicadas na desordem
das estrelas que se espalham
na esfera azul do nosso peito
Mas, suponha
que a frase da bandeira
mudasse e ficasse do seu jeito
era só buscar duas palavras
e refazer o que está feito
Aquela estrela sozinha
não é só o distrito federal
Justiça e liberdade
salpicadas na desordem
das estrelas que se espalham
na esfera azul do nosso peito
Mas, suponha
que a frase da bandeira
mudasse e ficasse do seu jeito
era só buscar duas palavras
e refazer o que está feito
Aquela estrela sozinha
não é só o distrito federal
é contraponto à amarelês
do losango de nossos medos
A estrela tem nome
O nome dela é justiça,
o apelido é liberdade
Não precisa ser na ordem
do losango de nossos medos
A estrela tem nome
O nome dela é justiça,
o apelido é liberdade
Não precisa ser na ordem
Liberdade
Justiça
A escolha do nome
só tem um critério:
qual breu
iluminar primeiro?
A quem acordar
olhando o céu numa serenata?
Na desordem da escuridão,
o coração sempre encontra a luz exata!
Justiça
A escolha do nome
só tem um critério:
qual breu
iluminar primeiro?
A quem acordar
olhando o céu numa serenata?
Na desordem da escuridão,
o coração sempre encontra a luz exata!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Sabores
Eu vou ali pular
eu vou ali amanhã,
de noite, à tarde
Eu vou ali
pra lá
eu sou daqui
mas vim de outro lugar
Estou assim,
com o futuro bem passado,
moído,
torrado
E o presente,
sem tempero,
mal preparado
Mas, qualquer coisa,
abra o vinho,
traga o azeite
Aceite esse mal,
que é para o bem:
hoje, para a gente viver
tem de ser vida sem sal
E o sabor?
Ah, o sabor é brincar
de descobrir onde o prazer
se esconde
Toda criança sabe,
mas finge que não,
só pra poder procurar.
eu vou ali amanhã,
de noite, à tarde
Eu vou ali
pra lá
eu sou daqui
mas vim de outro lugar
Estou assim,
com o futuro bem passado,
moído,
torrado
E o presente,
sem tempero,
mal preparado
Mas, qualquer coisa,
abra o vinho,
traga o azeite
Aceite esse mal,
que é para o bem:
hoje, para a gente viver
tem de ser vida sem sal
E o sabor?
Ah, o sabor é brincar
de descobrir onde o prazer
se esconde
Toda criança sabe,
mas finge que não,
só pra poder procurar.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Quanto molhar, melhor
Falta vaga no céu?
Guardo minha nuvem
num desenho no papel.
Só não pode chover,
pra não apagar o dever
escrito no caderno.
Mas deixa cair
em nós
o prazer celestial
de ouvir
a chuva no telhado.
E viva o direito
de chover
no molhado.
Assinar:
Postagens (Atom)
Quem sou eu
- Carlos Augusto de Albuquerque
- Na rádio, sou o narrador de futebol, Carlos Augusto. Na TV, sou o repórter e apresentador Carlos Albuquerque. Aqui, neste blog, pretendo resolver essa "crise de identidade" e juntar os dois "Carlos"! Mas, no fundo, sou aprendiz, eternamente aprendiz! Sou filho da terra, de todas as terras que formam o planeta, de todas as substâncias que formam o universo. Sou irmão de todos os seres. Sou o pai da Luíza.