Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O telefone
Ela não me liga,
mas eu ouço vozes
pergunto: quem é?
Alguém diz: cruzes!
Pergunto: onde?
Ninguém responde.
Volta na chave
Dou uma volta na chave,
um passeio na rua,
duas voltas na praça,
sem a chuva prevista,
tomo um banho de lua
Tomo um chá de cadeira no bar,
a noite nem parece ter pressa
faz que vai me esperar
e me tirar pra dançar
Mas, não dá tempo
de todo o ritual se cumprir
é chegada a hora de dormir
se é que você dorme,
se é que você me entende
Então, vamos embora,
vou dar a volta contrária na chave
e resumir o discurso que ensaiei
e vamos lá, com um certo cuidado,
que o sol tem sono leve
Vamos amar adoidado
Mas pra nós sermos livres,
só se for de almas abertas,
corpos colados
e a porta trancada.
um passeio na rua,
duas voltas na praça,
sem a chuva prevista,
tomo um banho de lua
Tomo um chá de cadeira no bar,
a noite nem parece ter pressa
faz que vai me esperar
e me tirar pra dançar
Mas, não dá tempo
de todo o ritual se cumprir
é chegada a hora de dormir
se é que você dorme,
se é que você me entende
Então, vamos embora,
vou dar a volta contrária na chave
e resumir o discurso que ensaiei
e vamos lá, com um certo cuidado,
que o sol tem sono leve
Vamos amar adoidado
Mas pra nós sermos livres,
só se for de almas abertas,
corpos colados
e a porta trancada.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Choro no espelho
Chorou,
olhou no espelho,
acompanhou o pequeno e efêmero
córrego que a lágrima lhe formou no rosto
Até sentiu o gosto salgado
- é o sal da vida, pensou!
Deu de ombros para o espelho
deu um leve sorriso
e pranto final
Da próxima vez que chorar,
já vai ser por um outro motivo,
uma nova história.
olhou no espelho,
acompanhou o pequeno e efêmero
córrego que a lágrima lhe formou no rosto
Até sentiu o gosto salgado
- é o sal da vida, pensou!
Deu de ombros para o espelho
deu um leve sorriso
e pranto final
Da próxima vez que chorar,
já vai ser por um outro motivo,
uma nova história.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Sob medida
Na minha cara,
cabem todas as verdades que me jogarem
No meu armário do tempo,
não há bombas a ser desarmadas,
nenhum grande mistério
Só destroços de memória,
restos mortais de amores
e ossos de histórias,
que ainda até posso contar
Na minha casa,
cabem todos os fantasmas camaradas,
coloridos e invisíveis
Nas minhas asas,
sobe toda a carga dos anos
Mas, como o tempo não para,
tempo não pesa
cabem todas as verdades que me jogarem
No meu armário do tempo,
não há bombas a ser desarmadas,
nenhum grande mistério
Só destroços de memória,
restos mortais de amores
e ossos de histórias,
que ainda até posso contar
Na minha casa,
cabem todos os fantasmas camaradas,
coloridos e invisíveis
Nas minhas asas,
sobe toda a carga dos anos
Mas, como o tempo não para,
tempo não pesa
sábado, 26 de maio de 2012
Letra, palavra e frase
O desejo secreto da frase
era não ser mais do que uma simples palavra
Para a palavra,
bastava ser uma letra
A letra queria ser menos ainda:
um acento,
uma vírgula,
um pingo
Mas, aí, ela
continuaria sendo letra,
a letra i
Frase, palavra e letra
queriam ser apenas um sinal gráfico,
um rabisco que dançasse
ou fizesse cantar,
um código mágico e universal
Mas, frase, palavra e letra
já se conformaram em ser o que são
pois o que elas queriam ser
já existe:
é a nota musical
Mas, quem pensou que fim
dessa história fosse de frustração,
ainda não percebeu
que toda vez que alguém assobia
uma melodia,
ou toca um
instrumento,
letra, palavra e frase pegam
carona na música
e é assim que o sonho
se faz
e se refaz todo dia.
era não ser mais do que uma simples palavra
Para a palavra,
bastava ser uma letra
A letra queria ser menos ainda:
um acento,
uma vírgula,
um pingo
Mas, aí, ela
continuaria sendo letra,
a letra i
Frase, palavra e letra
queriam ser apenas um sinal gráfico,
um rabisco que dançasse
ou fizesse cantar,
um código mágico e universal
Mas, frase, palavra e letra
já se conformaram em ser o que são
pois o que elas queriam ser
já existe:
é a nota musical
Mas, quem pensou que fim
dessa história fosse de frustração,
ainda não percebeu
que toda vez que alguém assobia
uma melodia,
ou toca um
instrumento,
letra, palavra e frase pegam
carona na música
e é assim que o sonho
se faz
e se refaz todo dia.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Língua em trânsito
Acordou e pensou:
- que trânsito tenso!
Olhou para o tempo
viu um barco que voa
um pássaro à toa
um avião que boia
um carro que anda
um sujeito que corre
um objeto que morre
E se perguntou:
- quem é que socorre a frase?
Percebeu que estava ficando louco
tinha pavor de morrer de acidente
medo de dar com a língua portuguesa nos dentes
e marcou consulta no psicólogo.
Não via a hora de se deitar no divã
e fazer análise sintática
- que trânsito tenso!
Olhou para o tempo
viu um barco que voa
um pássaro à toa
um avião que boia
um carro que anda
um sujeito que corre
um objeto que morre
E se perguntou:
- quem é que socorre a frase?
Percebeu que estava ficando louco
tinha pavor de morrer de acidente
medo de dar com a língua portuguesa nos dentes
e marcou consulta no psicólogo.
Não via a hora de se deitar no divã
e fazer análise sintática
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Honra ao mérito
Precisava ser paparicado,
precisava ouvir boas palavras
mas não tinha feito por merecer
Nada mais sólido e palpável
do que aquela solidão
nada mais subjetivo
do que a espera pela quebra
da monotonia do quarto escuro
nada mais insone
do que as imagens
arremedo de esperança
nada de pena de si mesmo
nem de ácool para aliviar sintomas
toda aquela dor no peito
era medalha pendurada
de honra ao mérito
Precisava ser paparicado,
precisava ouvir boas palavras
mas não tinha feito por merecer
Nada mais sólido e palpável
do que aquela solidão
nada mais subjetivo
do que a espera pela quebra
da monotonia do quarto escuro
nada mais insone
do que as imagens
arremedo de esperança
nada de pena de si mesmo
nem de ácool para aliviar sintomas
toda aquela dor no peito
era medalha pendurada
de honra ao mérito
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Quem sou eu
- Carlos Augusto de Albuquerque
- Na rádio, sou o narrador de futebol, Carlos Augusto. Na TV, sou o repórter e apresentador Carlos Albuquerque. Aqui, neste blog, pretendo resolver essa "crise de identidade" e juntar os dois "Carlos"! Mas, no fundo, sou aprendiz, eternamente aprendiz! Sou filho da terra, de todas as terras que formam o planeta, de todas as substâncias que formam o universo. Sou irmão de todos os seres. Sou o pai da Luíza.