Morri
porque
sabia demais
sobre mim mesmo
Não foi suicídio
foi queima de
arquivo
mas, o pior
é que antes
do terceiro dia,
descobri
que ainda estava vivo
Agora
só pedindo proteção
à polícia
mas, não
sei quem é mais perigoso:
o eu que me matou
ou o eu que ressuscitou.
Este é um blog teste. Com a pretensão de abrigar textos, poemas, crônicas...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A volta
Voltou.
Para rever,
abraçar,
olhar nos olhos,
pra contar
por onde andou
e por que fez isso
não fez aquilo
falar
por que não
voltou antes
por que só agora
e só depois
de parecer
que não viria mais
voltou
pra dizer
que mora na mesma casa
mas vai mudar
de vida
de rumos
voltou
e essa volta
mudou o meu dia
para sempre.
Para rever,
abraçar,
olhar nos olhos,
pra contar
por onde andou
e por que fez isso
não fez aquilo
falar
por que não
voltou antes
por que só agora
e só depois
de parecer
que não viria mais
voltou
pra dizer
que mora na mesma casa
mas vai mudar
de vida
de rumos
voltou
e essa volta
mudou o meu dia
para sempre.
domingo, 12 de setembro de 2010
Como diria Dostoievsky
Lembranças
dos nossos erros
são mesmo
os piores castigos
até alguns
dos piores crimes
prescrevem
com o tempo
caem no esquecimento
escapam das punições
Mas, a memória
é o palco
onde tudo
se reencena
foi só um momento
foi um segundo
apenas
e mesmo
que o mundo
nem saiba
todo dia
cumprimos
a pena
vamos
e voltamos
livremente
mas a
cada instante
fantasmas
no salão escuro do júri
nos julgam
e nos condenam.
dos nossos erros
são mesmo
os piores castigos
até alguns
dos piores crimes
prescrevem
com o tempo
caem no esquecimento
escapam das punições
Mas, a memória
é o palco
onde tudo
se reencena
foi só um momento
foi um segundo
apenas
e mesmo
que o mundo
nem saiba
todo dia
cumprimos
a pena
vamos
e voltamos
livremente
mas a
cada instante
fantasmas
no salão escuro do júri
nos julgam
e nos condenam.
domingo, 5 de setembro de 2010
Segundo tempo
Abri espaço
e o tempo passou
mas sem essa
de que eu nem vi
vi e anotei
só desconfio
que pouco aprendi
voltei no tempo
e reparei
nos espaços
vagos
e até nos lugares
preenchidos
ri ao me ver
chorando em
alguns monólogos
sem nem plateia
já faz tempo
compreendi
quando não se
sabe mais o que
fazer
é só dar tempo
é só dar espaço
que ele passa
descobri:
o segundo nome
do tempo
é vento
no segundo tempo
do jogo,
não vem a virada
vem calmaria
e o tempo passou
mas sem essa
de que eu nem vi
vi e anotei
só desconfio
que pouco aprendi
voltei no tempo
e reparei
nos espaços
vagos
e até nos lugares
preenchidos
ri ao me ver
chorando em
alguns monólogos
sem nem plateia
já faz tempo
compreendi
quando não se
sabe mais o que
fazer
é só dar tempo
é só dar espaço
que ele passa
descobri:
o segundo nome
do tempo
é vento
no segundo tempo
do jogo,
não vem a virada
vem calmaria
O casal
Fizeram as pazes
mas mantiveram
a guerra
era difícil
mudar
o que um
achava do outro
era melhor
engavetar
essas opiniões
enxugar
a goteira de mágoas
embora
fosse impossível
impedir que voltasse
a chover
pequenas bombas
atômicas
volta e meia
explodiam
na cara deles
e assim
eram felizes
até que a
morte os
uniu
para sempre
mas mantiveram
a guerra
era difícil
mudar
o que um
achava do outro
era melhor
engavetar
essas opiniões
enxugar
a goteira de mágoas
embora
fosse impossível
impedir que voltasse
a chover
pequenas bombas
atômicas
volta e meia
explodiam
na cara deles
e assim
eram felizes
até que a
morte os
uniu
para sempre
sábado, 7 de agosto de 2010
Histórias de línguas
Percorrera mil léguas
de pergaminhos
em histórias
sem fim
algumas até sem começo
viera de mil línguas
distantes
sabia conjugações
era inimigo
das reiticências
sabia
a palavra
certa
depois dela
só caberia
o ponto final
chegara de língua
solta
contando tudo
meio pelas metades
verdades meio
inventadas
meio acontecidas
mas
as mentiras
essas sim
foram bem
vividas
contou
que por muito tempo
línguas estiveram presas
e por isso,
depois,
ficaram muito prosas
dissertou até
sobre a poética
de cada
fonema
e a fonética
de cada poema
falou
que escrever
é uma doença
crônica
e independe
do fato
data
pessoa
ou tema
revelou
que a insônia
em algum momento
se distrai
e prega os olhos
confessou
ler muito
para não ter
vocabulário anêmico
e não levar
as regras tão
a sério
porque a língua
é dinâmica
adora
a mecânica
da língua
na hora do beijo
e adverte
para a falta de caráter
da língua
capaz de discursos
messiânicos
e também de intrigas
e intervenções
diabólicas
de pergaminhos
em histórias
sem fim
algumas até sem começo
viera de mil línguas
distantes
sabia conjugações
era inimigo
das reiticências
sabia
a palavra
certa
depois dela
só caberia
o ponto final
chegara de língua
solta
contando tudo
meio pelas metades
verdades meio
inventadas
meio acontecidas
mas
as mentiras
essas sim
foram bem
vividas
contou
que por muito tempo
línguas estiveram presas
e por isso,
depois,
ficaram muito prosas
dissertou até
sobre a poética
de cada
fonema
e a fonética
de cada poema
falou
que escrever
é uma doença
crônica
e independe
do fato
data
pessoa
ou tema
revelou
que a insônia
em algum momento
se distrai
e prega os olhos
confessou
ler muito
para não ter
vocabulário anêmico
e não levar
as regras tão
a sério
porque a língua
é dinâmica
adora
a mecânica
da língua
na hora do beijo
e adverte
para a falta de caráter
da língua
capaz de discursos
messiânicos
e também de intrigas
e intervenções
diabólicas
terça-feira, 20 de julho de 2010
Meu amigo rio
Até mudei meu trajeto,
só pra passar perto do rio
não sei mergulhar
e ainda assim,
passeio nas profundezas
garimpar riquezas?
Não.
Quero aprender
com a gentileza do leito
onde adormeço meus pensamentos
e tropeço em pedras
fundamentais
converso com peixes
eles só respondem
com um nadar sem pressa
eu só pergunto,
porque o rio me inspira
a perguntar
águas que vêm de tanto lugar,
devem ter muito o que contar.
só pra passar perto do rio
não sei mergulhar
e ainda assim,
passeio nas profundezas
garimpar riquezas?
Não.
Quero aprender
com a gentileza do leito
onde adormeço meus pensamentos
e tropeço em pedras
fundamentais
converso com peixes
eles só respondem
com um nadar sem pressa
eu só pergunto,
porque o rio me inspira
a perguntar
águas que vêm de tanto lugar,
devem ter muito o que contar.
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Quem sou eu
- Carlos Augusto de Albuquerque
- Na rádio, sou o narrador de futebol, Carlos Augusto. Na TV, sou o repórter e apresentador Carlos Albuquerque. Aqui, neste blog, pretendo resolver essa "crise de identidade" e juntar os dois "Carlos"! Mas, no fundo, sou aprendiz, eternamente aprendiz! Sou filho da terra, de todas as terras que formam o planeta, de todas as substâncias que formam o universo. Sou irmão de todos os seres. Sou o pai da Luíza.